domingo, 21 de outubro de 2012

Caminho de volta.

Antes de iniciar a leitura, aguarde até que o player apareça e acione a música.


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    Eu me lembro de como a chuva batia na minha janela naquela manhã. Me lembro de ter acordado e de ter encontrado o outro lado da cama vazio. Me lembro de ter sentido falta.

    Me lembro de ter levantado, sentido o frio do piso contra a pele quente dos meus pés. Me lembro de ter ido até o banheiro e ligado o chuveiro quente, esperando tudo ser preenchido pelo vapor até que não pudesse mais enxergar nada além de um borrão no espelho. Fechei os olhos. 
   Todas as coisas que eu quis dizer; me lembro delas. Das palavras duras que de tão severas, nunca conseguiram sair de mim. Lembro de você cruzando a porta, enquanto eu lutava contra a vontade de chorar; da vontade que eu tive de, ao invés de deixar que você fosse embora, te agarrar pelos braços e repetir um milhão de vezes "fica, não me deixa, não vai embora, não me esquece". Quando você vai voltar?
   Tô sentindo tua falta em cada centímetro desse lugar. Do rádio que já não toca logo cedo, até o teu lado da cama que não se encontra desarrumado. Ninguém mais dorme ali.
   Diz que a merda do telefone vai tocar e eu vou ver teu número piscando, chamando, implorando pra ser atendido. Diz que eu vou te encontrar quando acordar ou quando chegar em casa em mais um fim de tarde exaustivo. Diz que você vai estar aqui, por favor. Diz que vai voltar.
   Lembro do vazio que eu senti quando percebi que você tinha ido embora de verdade. Lembro de quando notei que você não voltaria mais.
   Eu não vim aqui para te deixar ir, eu não andei tudo isso para te perder. Eu não vim acreditando que estaria sempre longe de você. Eu não lutei para que você partisse logo em seguida. Eu não me mantive firme tanto tempo para depois desabar entre um segundo e outro.
     De volta ao banheiro, me lembro de ter recostado na parede, que agora já estava úmida. Me lembro de ter escorregado pelo azulejo como a água do chuveiro escorregava ralo a baixo. Me lembro de ter sentado e chorado. Não me lembro de mais nada.




Beijos e me liga para contar de quem você queria que voltasse :*



PS: Às vezes dá vontade de escrever uma melancoliazinha.
PS2: A música que toca durante o texto é Untouchable, da Taylor Swift.
PS3:  Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 6 de outubro de 2012

Doenças cinematográficas

      Olá!
     Encontrei no blog da Minne este Meme sobre filmes e, aproveitando que a criatividade se encontra ausente, vou fazê-lo! Ah, e convido a participar todos aqueles que gostarem da ideia também.

1. Diabetes: um filme muito doce.

Vou ter que ser muito clichê, mas acho que não existe filme mais diabético do que Um amor para recordar.

O-artista-filme_large2. Catapora: um filme que você assistiu e não o fará novamente.


Embora tenha ganhado sei-lá-quantos-Oscars, assisti e com certeza não assistiria novamente O artista. Digam o que quiserem e já até ouvi que o filme é pra quem tem cultura e eu realmente reconheço isso, dou o braço a torcer concordando que a produção tem um diferencial enorme por ser em preto e branco e mudo, mas odiei mesmo assim.

3. Ciclo Menstrual: um filme que você vê constantemente.

9e2c52e2355ae84a_my-sisters-keeper_largeAssim que li esta categoria, não pensei duas vezes sobre qual filme escolheria. Uma prova de amor é simplesmente o melhor filme que eu já vi na minha vida. Tenho o DVD e já o vi de trás pra frente umas quinze vezes, em todos os idiomas; português, inglês, espanhol, francês, alemão. É aquele tipo de filme que você faz questão de assistir quando não tá bem, pra poder chorar as córneas e colocar a culpa na Kate. E choro como uma condenada em cada vez que assisto; como se fosse a primeira.



293883_10151026726407188_1800959027_n_large4. Insônia: um filme que me tirou o sono.

Dificilmente alguma coisa tira meu sono, tendo em vista que sofro do mal de encostou-dormiu, mas se tem um filme que me fez ficar alguns minutos a mais acordada na cama pensando foi O show de Truman. A história é muito boa e te faz ficar imaginando e imaginando como seria se fosse você quem estivesse no lugar do personagem principal. Sem falar que ver o Jim Carrey em um filme que não fosse de comédia, é tão interessante quanto vê-lo em O brilho eterno de uma mente sem lembranças.


Tumblr_m3f6zwbypp1qb4p3ko1_500_large5. Doenças de viagem: um filme que leva para outra época / mundo / lugar

Meia-noite em Paris foi um filme que me fez sentir bem de pertinho a Paris da década de 20. Isso não quer dizer que eu tenha achado o filme excelente, porque não achei; inclusive tive de fazer um esforcinho em alguns momentos para evitar que caísse no sono, mas o filme até que é bom (tem figurino de época e eu sou apaixonada por isso, então tá valendo). E eu acabei de descobrir que talvez filmes de época me deem sono, porque um outro que eu decidi listar nessa categoria me fez dar umas pescadas entre uma cena e outra, embora o filme também seja legalzinho: A invenção de Hugo Cabret.





Beijos e me liga para contas das suas doenças cinematográficas :*

PS: Comente, deixe sua marquinha aqui :)