domingo, 17 de março de 2013

Doce felicidade

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      — Mas o que é a felicidade, mãe? — perguntou a garotinha enquanto folheava um livro qualquer, retirado da estante dos pais.
        A mãe ficou confusa sobre o que poderia responder à filha, afinal, como se explica uma coisa dessas a uma criança de 5 anos? Ou melhor, como se explica o que é a felicidade, independente de para quem seja?
       — Sabe quando você sai para passear com o papai e ele compra aquele chocolate que você adora? Você fica feliz, não fica?
        — Fico... Mas eu só posso estar feliz quando o papai me compra doce?
        Por essa a mãe não esperava. Sem perceber, começou a bater a ponta do dedo indicador no estofado da poltrona, o que indicava tensão. Mais uma vez não sabia o que responder à filha; não por não saber explicar, mas sim por não saber nem o que é, exatamente, ser feliz. Observou a menininha, sentada, ainda folheando as páginas do livro antigo enquanto esperava por uma resposta. O bater do indicador se tornou mais frenético.
        O que é estar feliz? Se a felicidade é um estado de espírito e não um destino, então o que nos faz feliz? Dos mais superficiais, desenho favorito passando na TV, o feriado sem aula, a comida preferida posta na mesa na hora do almoço; ficamos felizes quando encontramos dinheiro esquecido em bolso de calça, quando a chuva para na hora em que a gente precisa sair de casa ou quando o motoqueiro de uniforme amarelo e azul aparece na porta de casa na mesma semana em que você compra algo pela internet.
       Dá pra ficar feliz quando reencontramos algum conhecido depois de muito tempo, quando estamos com saudade e conseguimos matá-la sem demora, quando ganhamos aquele abraço exatamente quando a gente mais precisa, quando experimentamos coisas novas e mais ainda quando essas novidades nos agradam. E também quando fazemos as pazes com alguém. Ficamos felizes quando alcançamos objetivos, quando batemos metas, quando colecionamos conquistas. Quando realizamos sonhos.
     Abraçamos a felicidade quando estamos em boas companhias, quando a gente protege alguém e quando alguém nos protege. Nos sentimos felizes quando amamos, quando somos amados, quando somos merecedores de um amor. Estamos felizes quando estamos em paz.
      E paz é a palavra-chave para felicidade. Estar em paz acarreta felicidade e vice-versa.
     — Mãe? — perguntou a garota, depois de notar que a mãe parecia não prestar atenção nenhuma no que estava ao seu redor.
    — Não, filha. Você não vai estar feliz somente quando ganhar doces... — disse, enquanto projetava um sorriso desajeitado.


Beijos e me liga para contar o que é a felicidade para você.

Este texto foi escrito em uma semana em que eu estava bastante feliz e me questionei sobre o porquê de a gente nunca conseguir escrever quando está feliz ou então o porquê de ser sempre mais fácil escrever sobre coisas tristes. Então um amigo meu disse que era para eu aproveitar toda a felicidade que estava sentindo e tentar escrever sobre isso. Aí nasceu o texto, embora tenha fugido totalmente da ideia inicial que eu tinha em mente.

sexta-feira, 1 de março de 2013

É pique! É pique!


      Você tem um hobby? Conheço várias pessoas que nas horas livres gostam de pescar, cozinhar, ver filmes, ir à academia (por mais incrível que pareça, há pessoas que gostam disso), estourar o cartão de crédito, caminhar; enfim, há mais hobbies do que consigo contar. E o meu é escrever.
    Quando eu era pequena, tinha inúmeros cadernos dos quais eu gastava folhas e folhas desenhando histórias até aprender a escrever; a partir daí, os desenhos foram substituídos por garranchos que se emaranhavam e formavam uma historiazinha qualquer. Cresci e junto com a tecnologia, meus cadernos perderam lugar para um blog.
     De início eu apenas passava meus rabiscos da folha para o computador e todo mundo (inclusive eu) dava a mínima para eles. O link foi passado aos meus amigos, que mostraram para outros amigos, que enviaram para outras pessoas até que me vi tendo os primeiros acessos de gente que eu nem conhecia, e o mais incrível: que moravam bem longe de mim. Começaram a gostar do que eu escrevia, o que me incentivou a continuar com aquilo que era um hobby até então; mas foi através desse passatempo que eu descobri o que realmente queria fazer para o resto da vida.
      Percebi que escrever era minha válvula de escape e que deixar meus dedos correrem pelo teclado era como enfiar o dedo na garganta quando algo estava engasgado dentro de mim. Escrever é abrir uma portinha que permite que outras pessoas te conheçam de forma que muitas que convivem com você não conhecem. Quem escreve abre a porta do coração, do sensível, do interior. Escrever te torna mais humano, mais sensível ao mundo, mais perceptível e em muitas vezes até mais compreensível.
      Hoje acho que área da Comunicação tão incrível quanto a metafísica ou a física quântica. Vocês já pararam para pensar que em qualquer coisa que fizermos, estamos nos comunicando mesmo que sem perceber? Até com o olhar a gente consegue transmitir algo. Em campo verbal e escrito, nós temos um milhão de maneiras de se dizer uma mesma coisa, mas cada uma com um efeito diferente sobre quem lê ou ouve. Gente. Isso é maravilhoso! Mas ok, já estou parecendo candidato à cargo político tentando convencer vocês sobre alguma coisa. Não queiram me ver falando pessoalmente sobre como a Comunicação é maravilhosa; consigo ser ainda pior.

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     Todo esse blablablá sobre como a escrita e o ato de se comunicar significam para mim é somente para dizer que hoje o blog faz aniversário! Isso mesmo, hoje o blog completa 3 anos. Posso fazer uma confissão um tanto quanto pessoal? Tô me sentindo aquelas mães chorosas observando o filho em frente ao bolo, na mesa do parabéns, enquanto se questiona sobre como o tempo passou rápido e o quanto se sente orgulhosa  de vê-lo ali, assoprando as velinhas em comemoração a mais um ano de vida.
      O blog passou por várias fases comigo e ao longo das postagens isso pode ser visto. Já esteve em vários formatos e também já vestiu várias roupinhas; esteve de rosa,de lilás, de verde, de nude e hoje está de azul. Por enquanto. Muita coisa aconteceu na minha vida nos últimos três anos e em cada texto que eu leio, desde o primeiro, consigo ver algum detalhe que serviu de marca para o que eu estava vivendo quando ele foi escrito. Não é à toa que eu tenho esse blog como se fosse meu filho.
      A cada comentário recebido eu sinto como se estivesse passando algo para quem lê, por menor que seja a mensagem; afinal, escrever e ser lido é uma troca equivalente de experiência.
      Hoje são 3 anos de blog, contabilizando 30.864 visitas distribuídas em 134 postagens que contam com 898 comentários. Tudo isso graças aos 236 seguidores. Não consigo encontrar uma forma de agradecer que seja à altura de todos esses dados e de tudo de bom que o blog me trouxe. Acho que vale a clássica, boa e velha frase de sempre: muito obrigada!

Beijos e me liga para contar sobre o aniversariante do dia :*


Eu sei que ninguém tem nada a ver com isso, mas sempre gosto de compartilhar coisas boas com vocês. Prestei vestibular como treineira em 2012 e obtive duas grandes conquistas para mim: passem em Linguística na Universidade Federal de São Carlos (minha cidade) e consegui bolsa integral para Publicidade e Propaganda na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. Porém, ainda tenho que terminar o 3º ano do ensino médio, então não pude cursar em nenhuma das duas vagas. Pelo menos serviu para me acalmar um pouco com relação ao vestibular... Ou não.